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ISSN: 1983-6007 N° da Revista:24 Setembro  a Outubro de 2014
 
   
 
 

Editorial CliniCAPS – Impasses da Clínica. N.24

A 24ª Edição da Revista CliniCAPS – Impasses da Clínica, tem como pano de fundo a discussão sobre o destino da Reforma Psiquiátrica e seus impasses na atualidade, sem deixar de reconhecer o árduo trabalho dos atores da Saúde Mental na facilitação do protagonismo do paciente no próprio tratamento nos dispositivos da rede.

Por esse motivo, a conferência de Sophie Gayard inaugura esse número trazendo uma discussão sobre o destino em "Destin et Fantasme" tentado bordejar a temática a partir dos conceitos lacanianos de real, simbólico e imaginário. A autora afirma algo importante e que ajuda a entender o problema do paciente em seu percurso pela rede de saúde mental. Segundo Gayard, o sujeito faz de uma fala um "está escrito". É este processo de "transcrição" que determina o destino de um sujeito.

Em seguida, o artigo "Impasses institucionais na saúde mental", de Luísa Mijolary Souza e Renata Viana Gomide, faz um relevante diagnóstico da situação atual do CAPS, expondo o contraste da ineficiência do sistema manicomial com a ineficácia do dispositivo em questão. Ao proporem um resgate da reforma psiquiátrica, vemos desenrolar o surgimento do CAPS a partir do olhar crítico das autoras em relação à eficácia desse serviço. Entre outras questões, são abordados os problemas de infraestrutura, que englobam impasses no tocante à demanda e dificuldade na condução dos casos.

Em "A Psicanálise no movimento de desmedicalização em Saúde Mental", Rogério Robbe Quintela acompanha o leitor em um percurso teórico a partir de uma leitura apurada dos processos de medicalização, desde o surgimento da Anatomia Patológica até chegar ao nascimento da psicanálise – caracterizada pelo autor como uma ruptura na estrutura do discurso médico vigente no século XIX – o que nos permite considerá-la uma das mais importantes condições de possibilidade da desmedicalização na atualidade. O artigo permite uma reflexão embasada para pensarmos o destino da psicanálise desde o seu surgimento até os dias atuais.

Ainda sobre o destino da psicanálise, o artigo intitulado "Algumas considerações sobre a política e clínica dos autismos", de Débora Favaro Medes de Oliveira e Renato José de Ávila, nos traz uma importante contribuição para refletirmos o papel da psicanálise no cenário da atenção básica após as mudanças políticas e clínicas que ocorreram depois da Reforma Psiquiátrica no tocante ao tratamento do sujeito autista.

Finalizando este número, o relato de experiência "Lia e o implacável trabalho de escrita: do lixo ao jornal", de Indianara Maria Fernandes Ferreira, Gabriella Dupim e Karynna M. Barros da Nóbrega, traz a construção de um caso clínico de uma paciente jornalista e sua relação com a escrita, a partir do qual problematizam temas como o feminino e a neurose obsessiva, bordejando, ainda, a noção de gozo não-todo como parte da experiência da escrita – ou melhor com o impossível de se escrever – com a qual a paciente tem de lidar em seu trabalho.
Desejamos a todos uma ótima leitura!

 

Ana Paula Santos
Ana Luíza Sant'Anna
Gustavo Rodrigues Borges de Araújo
Comissão Executiva 
CliniCAPS – Impasses da Clínica


 
 
Revista N° 24
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